Saúde do idoso

Pilates para idosos

Conheça os principais benefícios do pilates para idosos

Podemos observar que atualmente a terceira idade está buscando cada vez mais independência, autonomia e saúde. Mas através de quais métodos eles buscam o envelhecimento saudável?

O pilates é um exercício que tem ganhado bastante visibilidade quando o assunto são idosos. A prática é benéfica, pois ajuda a prevenir doenças, reduz dores, previne lesões, corrige a postura, fortalece o corpo, aumenta o equilíbrio e proporciona o bem estar. Além disso, os pilates engloba uma série de exercícios que são feitos de maneira calma e eficaz. Sendo assim, diminuem as chances de movimentos que prejudiquem ou causem dano a saúde do idoso.

Vários métodos são importantes para se alcançar a terceira idade com saúde, dentre eles, a prática de atividades físicas ganha uma imensa importância. Além de prevenir e desacelerar as perdas de funções cognitivas, comuns nessa época da vida, melhora a resistência física e facilita a confiança para uma vida mais independente!

O pilates é uma atividade que é altamente recomendada para idosos porque, além de promover a prática de exercícios físicos, é uma atividade que é sempre acompanhada por um profissional fisioterapeuta.

Veja quais são os principais benefícios dessa atividade!

Pilates para idosos reduz as chances de quedas

As quedas na terceira idade são um problema grave na vida do idoso. Para evitar esse problema já existem algumas tecnologias que atuam na detecção de quedas de forma automática. Isso evita complicações pós quedas já que dessa forma o idoso consegue ser socorrido mesmo que esteja inconsciente.

Especialistas apontam que 37% dos idosos caem pelo menos uma vez ao ano.

Além disso, após sofrer uma queda o idoso pode não só se ferir fisicamente, mas a insegurança e o medo podem desencadear uma série de problemas. A Síndrome Pós Queda é um exemplo disso. Essa síndrome é um mal para o idoso, pois após traumatizar-se com a queda, fica refém de si mesmo e tende a ficar recluso ou evitar certas atividades.

As técnicas disponibilizadas pelo pilates minimizam os efeitos do envelhecimento, pois, ajudam a manter a saúde e as funcionalidades do corpo. O pilates é conhecido como arte do controle e do equilíbrio da mente em comunhão com o corpo. Portanto, visa o controle consciente dos movimentos, aperfeiçoando o físico.

O pilates tem como base seis princípios, que são:

  • Respiração – A respiração correta utiliza dos músculos do abdômen, coordenando-os com os movimentos feitos em atividade;
  • Centralização – Esse é um termo criado por Pilates. A centralização tem como objetivo trabalhar o conjunto de músculos que ajuda a região central do corpo;
  • Concentração – É o pensamento do movimento consciente, que tem como objetivo, aumentar o sensorial do sistema nervoso. Fazendo com que envie mais estímulos aos músculos que vão ser trabalhados;
  • Controle – Utilizar a mente para controlar os movimentos, mantendo um padrão suave;
  • Precisão – Fazer exercícios de forma controlada e eficaz;
  • Fluidez – movimentos contínuos e ritmados.

Os exercícios realizados no pilates têm como um dos objetivos o fortalecimento dos aspectos fisiológicos da pessoa idosa. Pensando em evitar disfunções a repetição dos exercícios executados, melhora não só a massa muscular, mas também o equilíbrio o que contribui na redução de quedas na terceira idade.

Por isso, é importante que o profissional da área tenha como objetivo: manter a capacidade funcional entendendo a particularidade de cada idoso. Com isso, é possível manter plena as habilidades mentais e físicas, por fim conquistar maior autonomia e independência!

Melhora na articulação e reduz os sintomas da osteoporose

Após os 35 anos de idade os ossos começam a passar por um processo de perda de massa. É um processo fisiológico comum quando estamos caminhando para a terceira idade. A falta de nutrientes relacionados ao cálcio é um dos fatores que nos levam a osteoporose.

Mas como isso se relaciona com o pilates? Simples: o pilates é considerado um dos possíveis tratamentos para a osteoporose.

Por ser um método eficiente no desenvolvimento consciente de movimentos, o pilates é uma atividade que promove um desenvolvimento a longo prazo. Além disso, por ser feito sob supervisão de um fiseterapeuta. Pode-se dizer que o pilates tem baixo risco de provocar lesões ou sobrecarga nos ossos, devido à sua metodologia.

Idosos que possuem dores nas articulações tendem a melhorar com a atividade. Os movimentos de tração e tensão melhoram aspectos como a força e a flexibilidade. Isso tudo favorece uma remodelagem óssea.

Melhora a circulação sanguínea

Como já falamos antes, o pilates tem como um de seus principais métodos o uso correto da respiração ao executar um exercício. Por isso a prática dessa atividade é favorece a prevenção contra a má circulação sanguínea no corpo.

Para um fluxo venoso saudável é preciso que os músculos do abdômen sejam trabalhados em conjunto com uma respiração correta. A respiração feita de maneira incorreta acarreta em diversos danos à saúde. O mais comum é a dificuldade em manter o fluxo venoso, devido ao ar reprimido que aumenta a pressão intra-abdominal.

Os especialistas dão as seguintes dicas:

  • Usar roupas leves e que não apertem a cintura;
  • Durante as práticas de exercícios, utilize tênis leves e anatômicos;
  • Lembre-se que a respiração durante o exercício é muito importante;
  • O peso não é fator prejudicial, mas antes de começar a praticar exercícios, procure por um profissional capacitado.

Previne doenças como o AVC e o ataque cardíaco

O AVC, ou Ataque Vascular Cerebral, é um dos males que mais deixa sequelas em idosos e é o segundo fator que mais causa mortes no mundo. Resultante da falta de irrigação sanguínea ao cérebro, o AVC pode ser prevenido através do pilates.

Como falado anteriormente, exercícios de respiração contribuem de forma significativa para que se tenha um fluxo sanguíneo funcional e saudável. Além disso, o pilates também contribui na reabilitação de pacientes acometidos pelo AVC.

Além de fortalecer os músculos, a atividade devolve uma postura correta, recupera os movimentos musculares e trabalha também com a mente do praticante. Isso ajuda o paciente a ter bons resultados em sua recuperação e acelerá-la.

Proporciona bem-estar e ajuda na saúde mental

Muito se sabe sobre a parte física envolvida no pilates, mas pouco se fala nos benefícios mentais. Outra base fundamental da atividade é a concentração. O método usado no pilates exige concentração constante. Buscando pela aprimoração do movimento, é preciso manter o foco, para que corpo e mente estejam sincronizados.

Essa medida ajuda não só na concentração, mas também no desenvolvimento de várias outras funções mentais. Um exemplo disso pode ser a memória, desenvolvida pela repetição de movimentos complexos e que treinam em especial essa capacidade mental.

Assim, o pilates para idosos previne o estresse, ansiedade e ajuda na autoestima do idoso. A tensão muscular pode desencadear alguns males mentais. Os exercícios aplicados vão além do corporal. Em conjunto com os exercícios que trabalham os músculos e ajudam no combate da atrofia ou deterioração das articulações, a respiração executada de maneira correta tem como benefício o relaxamento, o que ajuda a manter a calma.

Gostou do nosso tema sobre o pilates? Essa é uma das inúmeras atividades que podem ser praticadas na terceira idade. Deseja receber informações e materiais exclusivos sobre atividades e cuidados com idosos? Cadastre seu e-mail no box “Quer ainda mais conteúdo” no início do texto!

 

Esta publicação é um guest post da empresa LIFELINK.

Continue Reading
Síndrome Pós Queda: saiba como identificar e tratar

Após uma queda, é comum que o idoso sinta medo de cair novamente, mas este medo não deve limitá-lo. Conheça a Síndrome Pós Queda e descubra como tratar!

Quando um idoso cai, a preocupação imediata de médicos e familiares é constatar se houve alguma fratura. E não é para menos: as fraturas de fêmur e quadril estão entre as principais consequências de quedas em idosos e, em cerca de 20% dos casos, levam a óbito no primeiro ano. No entanto, além das complicações físicas, é necessário ficar atento às consequências psicológicas, que também podem ser muito agressivas. Após a queda, alguns idosos tendem a culpar-se pelo acontecido, especialmente quando estão dependendo de alguém – para locomoção, alimentação ou curativos, por exemplo. Esse evento potencializa uma tendência prévia à baixa autoconfiança e o idoso pode desenvolver a chamada Síndrome Pós Queda.

Felizmente, há tratamento e a família tem papel importantíssimo na reabilitação do idoso. Continue lendo para descobrir como identificar a Síndrome do Pós Queda, os riscos para a saúde do idoso e como tratá-la.

O que é a Síndrome Pós Queda?

Mais corretamente chamada de Síndrome do Pós Queda, ela consiste no conjunto de sintomas psicológicos limitantes que se manifestam após um episódio de queda. Ela pode acometer qualquer pessoa que sofra uma queda, mesmo nos casos em que não há comprometimento físico ou neurológico. Porém é mais comum em idosos, pois, proporcionalmente, os episódios de quedas também são mais frequentes entre eles.

Síndrome do Pós Queda e a Ptofobia

Muitas pessoas confundem a Síndrome do Pós Queda com a Ptofobia, que é o medo excessivo de cair. Quem sofre de Ptofobia sente um pavor descontrolado de permanecer em ortostatismo (posição de pé, ereta) e tem dificuldades de andar sozinho.

A Ptofobia pode se manifestar em diversas situações de distúrbios psicológicos, a partir de traumas ou acontecimentos marcantes, mesmo que não haja histórico de queda – que por sua vez é um fator indispensável para caracterizar a Síndrome do Pós Queda. É importante destacar que a Ptofobia é o sintoma principal da Síndrome, mas não é o único.

Isso ocorre porque a ansiedade expressada pelo idoso vai além do medo de cair e além da própria queda, pois envolve o medo de machucar-se, ser imobilizado, hospitalizado, ficar fisicamente dependente e ser incapaz de realizar suas atividades diárias.

Você sabia que se o idoso receber atendimento adequado na primeira hora após a queda ele tem maiores chances de vida? Clique aqui e saiba mais sobre a Hora de Ouro!

Como identificar a Síndrome do Pós Queda

Como mencionamos anteriormente, a Síndrome Pós Queda não está relacionada exclusivamente à existência de alguma lesão ou incapacidade motora: pode ocorrer também em idosos totalmente saudáveis e fisicamente recuperados.

Em um primeiro momento, o idoso evita demonstrar medo mas frequentemente encontra justificativas para não ficar de pé ou caminhar. Ele acredita que ao não se movimentar, estará menos exposto às chances de uma nova queda. Quando precisa caminhar, o faz com muita ansiedade e tensão, segurando-se em móveis ou pessoas e cambaleia para frente como se fosse cair a qualquer momento.

Embora os sintomas da Síndrome do Pós Queda sejam bem particulares, é importante recorrer a um profissional para obter o diagnóstico.

Reflexos da Síndrome para a saúde do idoso

Quando o idoso para de se movimentar, sob o pretexto de evitar novas quedas, o organismo deixa de reservar nutrientes, pois entende que não terá gasto energético, o que resulta em diversas consequências:

  • Perda de força e tônus muscular;

  • Dificuldade na marcha;

  • Comprometimento do equilíbrio;

  • Redução da flexibilidade;

  • Restrição da oxigenação no sangue.

Por esse motivo, costuma-se dizer que a Síndrome Pós Queda é um círculo vicioso, visto que sua consequência é justamente a queda. Observe:

Como tratar a Síndrome do Pós Queda?

Por tratar-se de uma condição psicológica com consequência física, é necessário adotar tratamento multidisciplinar com foco na reabilitação do idoso. Profissionais de diversas áreas são requeridos para essa tarefa e devem ser priorizados aqueles com experiência em geriatria – fisioterapeuta, psicólogo, psiquiatra, neurologista e educador físico são alguns deles.

Nesse momento, o desempenho da família é indispensável para o sucesso do tratamento. Deve-se tomar cuidado para não limitar o idoso nem interferir em sua autonomia, dado que esse comportamento reforça ainda mais o medo de cair.

Os familiares podem ajudar na prevenção: primeiro, conhecendo as causas e os fatores de risco das quedas em idosos; depois, executando as medidas preventivas no ambiente e na promoção de hábitos saudáveis.

Gostou deste artigo? Compartilhe com seus amigos e familiares em suas redes sociais!

Continue Reading
como cuidar de idoso com alzheimer

O Alzheimer afeta idosos e familiares, mas é possível minimizar os sintomas e melhorar sua qualidade de vida. Descubra como cuidar de um idoso com Alzheimer.

Quando um idoso recebe o diagnóstico da Doença de Alzheimer, toda a família sofre. É muito difícil assimilar que uma pessoa ativa e independente seja acometida por uma doença incurável e debilitante. Por ser uma doença neurodegenerativa progressiva, o Alzheimer evolui ao longo dos anos, passando por três estágios principais e afetando cada dia mais a memória e a capacidade cognitiva do doente. Devido às particularidades da doença, a rotina de como cuidar de idoso com Alzheimer demanda muita paciência e jogo de cintura. Além das dificuldades físicas e cognitivas que se agravam com o tempo, as alterações comportamentais deixam o idoso teimoso, sensível e agressivo, dificultando o cuidado diário.

Embora não seja possível reverter o Alzheimer, algumas ações ajudam a minimizar os sintomas e retardar o avanço da doença, contribuindo para manter a qualidade de vida do idoso por mais tempo. Confira que ações são essas e descubra como cuidar de idoso com Alzheimer!

#1 Estabeleça uma rotina

Semelhante às crianças, os idosos com Alzheimer precisam de rotina para se sentirem seguros.

Organize-se para que vocês façam as refeições sempre no mesmo horário, assim como os passeios, as atividades, o banho, a administração dos medicamentos e a hora de dormir, entre outras atividades. Peça a ajuda do idoso para desenvolverem juntos uma agenda semanal, incluindo os momentos de lazer, como assistir a um filme ou dançar.

#2 Valorize sua autonomia

O comprometimento da capacidade do idoso com Alzheimer é gradativo, portanto, evite incapacitá-lo antes que a doença o faça.

Permita que o idoso realize as atividades a que está habituado e supervisione, ajudando apenas quando houver necessidade. Dessa forma, ele se sentirá mais confiante por perceber que ainda mantém certa autonomia.

#3 Mantenha a casa segura

Sempre alerta! O lema é dos escoteiros, mas bem poderia ser adotado pelos cuidadores de idosos com Alzheimer.

Os episódios de acidentes domésticos são muitos comuns com idosos, e com a Doença de Alzheimer os riscos são ainda maiores. Para reduzir as chances de queda e acidentes, realize adaptações na casa: instale barras de segurança no banheiro, mantenha os ambientes bem iluminados e retire tapetes e móveis em excesso. Também fique atento ao fogão, ar condicionado e aparelhos elétricos.

#4 Evite que ele saia desacompanhado

Mesmo na fase inicial da doença, um dos sintomas mais recorrentes é a Desorientação Topográfica, que consiste na dificuldade em reconhecer trajetos e lugares cotidianos, o que pode fazer com que o idoso se perca, caso saia desacompanhado. Para evitar que ele saia do lar sozinho, deixe-o acreditar que você não quer ficar sozinho ou tem algum compromisso fora de casa. Caso você não possa acompanhá-lo sempre, considere a aquisição de um Mini Rastreador para Idosos.

Além disso, quando a doença avança, o idoso tende a não reconhecer a própria casa e pede para ir embora – é a chamada Síndrome do Pôr do Sol, pois geralmente se manifesta no fim da tarde. Caso aconteça, leve-o para dar a volta na quadra e retorne para casa.

#5 Incentive a prática de exercícios físicos

Os benefícios dos exercícios físicos são conhecidos por todos, mas os efeitos em idosos com Alzheimer vão além da estética e do fortalecimento muscular. A deterioração dos neurônios afeta diretamente o sistema motor do idoso, comprometendo a locomoção e os movimentos cotidianos, como sentar e erguer os braços – e as atividades físicas amenizam justamente isso tudo.

Além de evitar as dores e quedas, os exercícios físicos contribuem para a manutenção do equilíbrio, para o funcionamento do intestino e para a liberação de endorfina (hormônio do bem-estar que reduz os sintomas do Alzheimer).

#6 Estimule, também, os exercícios mentais

As atividades cognitivas são muito importantes para manter ativo o cérebro dos idosos e retardar os sintomas do Alzheimer. E o estímulo ainda pode ser potencializado se as atividades forem realizadas em grupos maiores de pessoas, em clubes ou com vizinhos. Jogo da memória, quebra-cabeças, sudoku, cruzadinha, xadrez e jogos de baralho são ótimas opções para incentivar o raciocínio lógico.

Além dos jogos, conheça outras dicas para “acordar” o cérebro:

  • Antes de ir ao supermercado, peça ao idoso para fazer uma lista de compras. Chegando lá, tentem realizar as compras sem usar a lista.

  • Leia uma história ou notícia para o idoso, com muitos detalhes. No dia seguinte, solicite que ele repita ou conte a história para outra pessoa.

  • Coloque uma música que ele goste ou que tenha sido especial em sua juventude – as músicas são poderosas contra a progressão do Alzheimer.

Gostou das nossas dicas de como cuidar de idoso com Alzheimer? Então confira o nosso blog para ter ainda mais informações sobre a saúde na terceira idade!

Continue Reading
A importância da acessibilidade para idosos

Além da mobilidade reduzida, muitos idosos enfrentam outras batalhas diárias para se locomover. Leia mais sobre a importância da acessibilidade para idosos!

Com o avançar da idade, os riscos de quedas e acidentes domésticos aumentam. Juntamente com a fragilidade muscular e óssea, as debilidades visuais, auditivas e de equilíbrio, essa situação pode transformar utensílios rotineiros em verdadeiros obstáculos na acessibilidade para idosos.

A questão é tão séria que existe até legislação garantindo o direito do idoso à mobilidade – aliás, o Brasil tem uma das mais avançadas leis de mobilidade social. Porém, ela vem sendo praticada apenas em novas obras públicas, enquanto as construções antigas continuam trazendo riscos e até contribuindo para o isolamento social dos idosos mais debilitados.

Por isso, é importante atentar-se aos fatores de risco e tomar medidas preventivas, evitando acidentes cotidianos que provoquem lesões e dificultem ainda mais a mobilidade na terceira idade. Desde as característica do solo até detalhes na roupa do idoso, como bolsos e botões, podem fazer toda a diferença. Conheça, a seguir, atitudes simples que podem facilitar muito a mobilidade e a acessibilidade para idosos.

Reduza os riscos em casa

Para oferecer um ambiente aconchegante ao idoso, que permita sua mobilidade com independência e segurança, é necessário adotar uma série de adaptações. Confira:

  • Evitar tapetes de tecido sobre pisos encerados, que podem ser escorregadios;

  • Evitar qualquer objeto no chão que crie obstáculos para a passagem, tais como: extensões elétricas, mesas de centro, brinquedos de crianças, entre outros;

  • Prefira sofás e poltronas que tenham braços firmes, pois servem de apoio ao levantar-se;

  • Organizar ambientes bem iluminados, aumentando a probabilidade do idoso enxergar os obstáculos;

  • No banheiro, evitar box de vidro e dispor de barras de apoio (tanto no box, quanto ao lado da privada). Também opte por tapetes antiderrapantes;

  • Substituir os armários muito altos por modelos em que o idoso consiga alcançar os objetos que precisa sem precisar usar banquetas ou escadas.

Reduza os riscos na rua

Atualmente, os idosos já são 12% da população brasileira. E em 40 anos eles serão um terço dos brasileiros. Embora a quantidade de idosos seja crescente, não é comum vê-los muito nas ruas, devido ao medo de quedas e de assaltos e, também, pela falta de estrutura em vias públicas que proporcionem acessibilidade para idosos.

No entanto, a interatividade social é importantíssima para manter o cérebro ativo e ajuda a evitar a demência. Além disso, sair às ruas dá também ao idoso o sentimento de pertencimento, prevenindo também a depressão (que pode motivar o surgimento de diversas outras doenças).

Confira, abaixo, medidas que ajudam a deixar o idoso mais seguro ao sair para a rua:

  • Sempre que possível, acompanhe-o à primeira visita em algum local, ajudando a construir uma rota com os trajetos mais seguros, com locais para atravessar a rua, melhores calçadas para andar, entre outros;

  • Dar sempre preferência a estabelecimentos comerciais que sejam adaptados para receber o idoso, tanto com sua estrutura física, quanto com atendimento prioritário e especializado (esses, aliás, são direitos do idoso previstos em lei);

  • Evitar que o idoso esteja fora de casa ao anoitecer e em dias de chuva, cuja visibilidade fica mais prejudicada, favorecendo quedas;

  • Utilizar os serviços de “corridas para a família” nos aplicativos de transporte (Uber, 99 POP, Cabify, entre outros), no qual você pode chamar o carro do seu celular para o idoso, que está em seu respectivo endereço. Dessa forma, ele consegue cumprir com seus compromissos com mais conforto e segurança;

  • Utilizar algum dispositivo de localização, por onde os familiares possam monitorá-lo em tempo real e receber alertas automáticos em caso de acidentes. Um exemplo desse tipo de aparelho é o Mini Rastreador IGO!

De fato, as medidas indicadas neste artigo não eliminam totalmente os riscos de acidentes. Mas contribuem muito para que o idoso consiga ter mais autonomia, independência e interatividade social no seu cotidiano, sentimentos esses que interferem diretamente na sua saúde e bem-estar.

Continue Reading
7 dicas para aumentar a qualidade de vida na terceira idade

Embora o envelhecimento seja frequentemente relacionado às doenças, existem formas de manter e aumentar a qualidade de vida na terceira idade. Descubra como!

Além da sabedoria e dos cabelos grisalhos, o avançar da idade pode trazer muitas outras consequências à vida dos idosos.  Por isso é fundamental construir hábitos que favoreçam a qualidade de vida na terceira idade.

Ter a saúde física e mental debilitadas são, infelizmente, bastante comuns nessa época da vida. Para ajudar o idoso a viver essa fase com mais plenitude, reunimos sete dicas simples e práticas que farão muita diferença para a qualidade de vida na terceira idade. Confira!

#1 Praticar atividades físicas

Caminhar e praticar outras atividades físicas faz bem para o coração e para as pernas, além de fortalecer os músculos e ajudar a prevenir a depressão. Realizar caminhadas leves e diárias, com duração indicada entre 30 minutos a 1 hora, já trará ótimos resultados. Além disso, as academias ao ar livre são também uma excelente opção para fazer exercícios sem custo.

#2 Comer peixes, frutas e legumes

Aumentar a frequência dos peixes e frutos do mar no cardápio é uma ótima pedida: eles são ricos em ácidos graxos ômega-3, que reduzem o os riscos de hipertensão arterial e doenças cardíacas. Além disso, colorir o prato com saladas e legumes garante a ingestão de vitaminas, fibras e nutrientes que aumentam a imunidade e previnem muitas doenças. Substituir doces por frutas na sobremesa fecha o menu com chave de ouro e traz ainda mais qualidade de vida na terceira idade.

#3 Consumir bastante líquido

Beber diariamente de seis a oito copos de água e/ou sucos naturais de frutas mantém o corpo hidratado e limpo de impurezas. A grande dica é sempre coar ou peneirar os sucos, evitando engasgamentos e afogamentos.

#4 Tomar sol

Os raios solares repõem os níveis de vitamina D, que é muito importante para fortalecer os ossos e os dentes. Por isso, banhos de sol com duração de 15 a 45 minutos por dia é muito benéfico para a qualidade de vida dos idosos. No entanto, é muito importante lembrar de utilizar protetor solar e  respeitar os melhores horários para o banho de sol (antes das 10h e após às 16h).

#5 Manter o cérebro ativo

Exercitar frequentemente o cérebro com jogos de cartas e palavras cruzadas é divertido e nos deixa mais inteligentes. Porém, o grande ganho é que esta prática ajuda a evitar ou retardar o aparecimento de doenças neurológicas – grandes vilãs na terceira idade. Portanto, é muito positivo que o idoso pratique atividades que estimulem a sua mente.

#6 Socializar

Manter contato com bons amigos garante bem-estar e qualidade de vida na terceira idade. Segundo uma pesquisa realizada em Harvard, pessoas que se relacionam e possuem contato com boas amizades são mais felizes. Fora isso, manter convívio social mantém o cérebro ativo e ajuda a prevenir demência. Participar de excursões para a terceira idade, de grupos de dança (ou outras atividades) para idosos ou simplesmente cultivar o hábito de reunir os amigos em casa para uma refeição especial e um bom bate-papo são excelentes alternativas para fortalecer os laços.

 #7 Evitar os  riscos

A maioria dos acidentes com idosos ocorrem no ambiente doméstico. Nesta fase da vida, pequenas lesões ou fraturas podem ocasionar grandes problemas. Por isso, prevenir-se garantindo que a casa deles esteja livre de riscos – como objetos soltos, tapetes ou calçados escorregadios, degraus, entre outros – é de extrema importância.

Para oferecer e incentivar esses hábitos que garantem qualidade de vida na terceira idade, estar presente e próximo no dia a dia dos idosos é fundamental. Afinal, o afeto e segurança emocional também são fatores importantíssimos para um envelhecimento saudável e feliz.

Porém, muitas vezes a dedicação exclusiva é impossível. Nesses casos, já é possível contar com uma série de recursos tecnológicos que auxiliarão nos cuidados enquanto você não puder estar presente. Para saber mais sobre esse assunto, confira o nosso post sobre novas tecnologias que melhoram qualidade de vida dos idosos!

RESPONDA AO QUIZ E SAIBA A QUE RISCOS O SEU FAMILIAR IDOSO PODE ESTAR EXPOSTO!

Continue Reading
Atividades cognitivas para idosos - xadrez

O esquecimento é uma característica comum entre idosos, mas é possível amenizar o sintoma. Confira 5 atividades cognitivas que estimulam a memória dos idosos!

Embora o esquecimento não seja exclusividade dos idosos, ele pode ser considerado uma característica da terceira idade: a cada ano de envelhecimento, o cérebro perde um pouquinho de sua capacidade funcional, afetando o desempenho motor e racional. Esse declínio acontece gradual e naturalmente, por isso, é muito comum percebermos algumas dificuldades de fala, de marcha e, principalmente, de memória em pessoas mais velhas. A prática de atividades cognitivas para idosos tem sido uma grande contribuição na redução da perda de memória na terceira idade. Alguns pesquisadores chegam até a comparar o cérebro com um músculo, enfatizando que a falta de estímulo cerebral pode originar ou agravar debilitações na saúde.

Saiba o que pode causar os problemas cognitivos e conheça cinco dicas para estimular a memória na terceira idade!

Memória na terceira idade

Todo mundo já teve ou ainda vai ter algum lapso de memória na vida, em qualquer idade. A explicação para isso é que o cérebro tende a apagar informações menos relevantes (ou com menor impacto emocional) para dar lugar às novas. Com o envelhecimento, essa absorção e substituição realizada pelos neurônios ocorre de forma mais lenta, como todas as demais funções do organismo, e os esquecimentos ficam mais frequentes.

Enquanto os sintomas de perda de memória forem pontuais e não representarem risco ao idoso ou às pessoas que convivem com ele, é considerado apenas uma característica comum da idade. No entanto, os familiares devem ficar atentos quando os episódios de esquecimento se tornarem muito frequentes ou comprometerem a saúde do idoso, como perder-se na rua, esquecer de se alimentar ou de tomar remédios, entre outras coisas que o idoso costumava fazer sempre.

Constantemente associada à Doença de Alzheimer, a falta de memória também pode indicar outros problemas de saúde, como depressão, deficiências nutricionais, endócrinas ou até hidrocefalia.

5 atividades cognitivas para idosos terem melhor memória

Ainda que as atividades cognitivas para idosos não possam impedir o surgimento das doenças neurológicas, como o Alzheimer, elas são capazes de retardar os sintomas e a evolução da doença, mantendo as funções cerebrais ativas por mais tempo. Além disso, estimulam a memória no caso de quem não conta com nenhuma doença desse tipo.

Confira algumas dicas de atividades:

#1 Ouvir música

Reservar alguns minutos para ouvir músicas todos os dias é uma atividade prazerosa e muito eficaz para o estímulo da memória. Geralmente associada com experiências emocionais muito intensas, a música é um recurso poderoso na prevenção e no tratamento dos sintomas de perda de memória, justamente porque gera lembranças desses momentos.

Muitos idosos com Alzheimer e outras demências apresentam melhora significativa no comportamento e no reconhecimento das pessoas após ouvir suas músicas preferidas. Esses e outros benefícios da música para a memória do idoso foram abordados no documentário Alive Inside: A Story of Music and Memory (Vivo por dentro: uma história de música e memória).

Que tal propor ao idoso adivinhar quem canta uma música ou lembrar um trecho dela?

#2 Olhar fotos

Assim como a música, as fotos trazem lembranças emocionais muito fortes e contribuem muito para manter a memória ativa. Álbuns de fotos e porta-retratos são excelentes ferramentas para ajudar o idoso a lembrar-se de pessoas, lugares e acontecimentos.

Ao rever fotos antigas, pergunte ao idoso quem são as pessoas fotografadas ou onde aquela cena aconteceu. Peça que ele conte histórias da sua juventude, como sua família foi formada ou sobre a infância dos filhos, mas evite confrontá-lo com lembranças desagradáveis, como a perda de um ente querido, por exemplo.

#3 Praticar atividades físicas e mentais

A saúde do corpo e da mente estão interligados e, portanto, é impossível falar de atividades cognitivas para idosos sem falar, também, dos exercícios físicos. Isso ocorre porque a prática de atividades físicas contribui para a oxigenação do cérebro, o que, por sua vez, acaba fixando as memórias e retardando os sintomas de esquecimento. Além disso, ter o hábito de exercer atividades que envolvem o raciocínio (leitura, palavras-cruzadas, xadrez etc) também mantém o cérebro ativo e saudável.

#4 Lidar com a tecnologia

Os jogos e demais funcionalidades dos dispositivos eletrônicos favorecem o estímulo cerebral das pessoas em qualquer idade – e com os idosos não seria diferente. Por meio da tecnologia, o idoso desenvolve sua comunicação, socialização e tem acesso à informação. Portanto, através dessas atividades, o seu familiar na terceira idade acaba contando com reflexos positivos em sua memória e também no seu humor.

#5 Dormir bem

Durante o sono, o corpo para, mas o cérebro não. Por isso, uma noite de sono de qualidade possibilita que o cérebro execute muitas funções, sendo que a maior parte delas está justamente voltada à manutenção da memória. Em uma das últimas fases do sono, por exemplo, o cérebro seleciona quais memórias devem ser fixadas e quais podem ser esquecidas, evitando a sobrecarga de informações.

Muitos idosos apresentam distúrbios do sono, como apneia ou insônia, o que acarreta em irritabilidade e cansaço a curto prazo; o maior problema é que essa situação, a médio e longo prazo, pode evoluir para problemas de memória. Por isso é tão importante dormir horas suficientes e aproveitar todas as fases do sono com qualidade.

Sejam estimuladas por um profissional, com abordagem mais profunda, ou mesmo por um familiar, as atividades cognitivas para idosos trazem muitos benefícios e têm impactos positivos na qualidade de vida da família toda.

No entanto, mesmo com a prática de estimular a memória do idoso com atividades cognitivas, ele pode apresentar dificuldades mais avançadas – em que o idoso se perde na rua, por exemplo. Neste caso, é indicado que os familiares adotem medidas adicionais de proteção, como os serviços de teleassistência.

Nesse caso, uma solução acessível e eficiente é o Mini Rastreador para Idosos IGO, cujo monitoramento pode ser realizado pelos familiares. Além de indicar a localização do usuário em tempo real, o aparelho tem sensor de queda, que envia um alerta automaticamente em caso de acidentes. Clique aqui para saber mais sobre o Mini Rastreador IGO.

Continue Reading
Show information about the snippet editorYou can click on each element in the preview to jump to the Snippet Editor. SEO title preview: Estágios do Alzheimer: saiba tudo sobre cada um deles

Os 3 estágios do Alzheimer são caracterizados pelas alterações progressivas dos sintomas da Doença. Conheça quais são e como você pode ajudar em cada fase!

Muitas pessoas associam a Doença de Alzheimer ao esquecimento, por esse ser um dos primeiros sintomas manifestados, mas os demais efeitos da doença preocupam bem mais. Com o tempo, eles evoluem até o momento em que o paciente perde o total controle sobre as funções do seu organismo. Este declínio pode ser percebido em três fases bem distintas, conhecidas como os 3 Estágios do Alzheimer. Saiba mais!

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa em que, progressivamente, os neurônios se deterioram até o total comprometimento das funções do cérebro.

No Brasil, são quase 1,2 milhões de pessoas diagnosticadas com Alzheimer e, a cada ano, surgem 100 mil novos casos. Embora também possa ocorrer em pessoas jovens, o principal fator de risco para a Doença de Alzheimer é o avanço da idade. Por esse motivo, a grande maioria das ocorrências é em idosos.

Familiares e cuidadores devem ter muita atenção e paciência no trato com o paciente de Alzheimer – enquanto alguns idosos sequer percebem as alterações, outros negam ajuda por medo de perder sua autonomia.

Por ser uma doença que evolui gradativamente, há uma convenção entre os profissionais de saúde que classifica a Doença de Alzheimer em três estágios do Alzheimer, caracterizados pelos sintomas manifestados ao longo do tempo. Conheça cada um deles:

 #1 Estágios do Alzheimer – Inicial

Dura entre dois e quatro anos e, para os médicos, esta é considerada a fase mais complicada da doença devido à dificuldade em realizar o diagnóstico e à falta de conhecimento por parte da família.

Desde o início, é muito importante que os familiares entendam e apoiem a pessoa com Alzheimer, para que nenhum cuidado seja negligenciado.

principal característica do Estágio Inicial da Doença de Alzheimer é o esquecimento, mas também existem outros sintomas que podem sugerir, o que gera a necessidade de uma avaliação específica:

  • Desorientação Topográfica (quando o paciente não consegue mais reconhecer ou deslocar-se para locais familiares);

  • Repetir perguntas e histórias com frequência;

  • Deixar de fazer compras ou pagar contas;

  • Não alimentar ou higienizar animais de estimação.

Por serem sutis, no entanto, os sintomas podem ser facilmente confundidos com outras doenças (Hipotireoidismo, Depressão, Diabetes, entre outras), com os efeitos colaterais de algum medicamento, ou até mesmo associados às confusões próprias do avanço da idade.

Para desacelerar os sintomas, os familiares devem incentivar a prática de atividades que estimulem a memória do idoso, como leitura, dança e jogos de tabuleiro.

#2 Estágios do Alzheimer – Moderado

Geralmente, é a fase mais longa da Doença de Alzheimer, e dura entre dois a 10 anos. Caracteriza-se pela manifestação de dificuldades cognitivas, que limitam algumas funções rotineiras e podem ser a causa de confusões mentais e até acidentes. Casos de agressividade e apatia também são frequentes, sendo necessário que os familiares demonstrem afeto e paciência.

Sintomas comuns do Estágio Moderado do Alzheimer:

  • Dificuldade para tarefas simples, como vestir-se  ou cozinhar;

  • Perda mais acentuada da memória recente;

  • Incapacidade de ler e escrever;

  • Não reconhecimento de pessoas próximas.

Para evitar que o idoso se machuque (já que a queda em idosos pode ter sérias consequências), devem ser tomadas medidas de precaução, como tornar a casa mais segura para pessoas na terceira idade, removendo tapetes e instalando barras de apoio, por exemplo. O uso de tecnologias assistivas, como os Sistemas de Emergência Pessoal, também ajudam na manutenção da autonomia do paciente de Alzheimer, pois permitem que ele chame ajuda em caso de emergência de forma prática, rápida e fácil.

#3 Estágios do Alzheimer – Avançado

É o último dos estágios do Alzheimer antes do óbito; e dura de um a três anos. Para familiares e cuidadores, certamente é a fase mais difícil, pois leva o idoso à dependência total. Gradativamente, o paciente vai se desconectando do mundo, quando não reconhece as pessoas mais próximas, como esposa, filhos e netos, e nem a si mesmo.

O Estágio Avançado é marcado pelos seguintes sintomas:

  • Incapacidade de comunicar-se verbalmente;

  • Incontinência urinária e fecal;

  • Dependência para realizar a higiene pessoal;

  • Alimentação por sonda ou com ajuda de terceiros.

Embora não haja cura para a Doença de Alzheimer, o tratamento com medicamentos e terapias ajuda a minimizar os sintomas e é fundamental para que o idoso possa viver com mais qualidade. Exercícios físicos, boa alimentação e a presença dos familiares e amigos também produzem efeitos muito positivos na saúde do paciente com Alzheimer.

Para ficar sempre informado sobre as principais dicas sobre cuidados e bem-estar de pessoas na terceira idade, acesse a categoria sobre Idosos aqui do blog!

Continue Reading
queda em idosos

As quedas são os acidentes mais frequentes e perigosos entre os idosos. Nesse post, você confere dicas para evitar as principais causas desse problema.

A queda é o acidente doméstico mais frequente e perigoso para os idosos. Isso porque com o avançar da idade, as estruturas óssea e muscular, bem como as articulações, ficam debilitadas e levam muito mais tempo para se recuperarem. Sendo assim, ter conhecimento sobre os principais fatores de risco para a queda em idosos é muito importante para que seja possível evitá-la e preservar ao máximo a saúde dos seus familiares.

Esse tipo de acidente se torna muito frequente nos idosos por uma série de motivos. Alguns deles são inerentes ao estado de saúde do idoso, tais como o controle postural, o equilíbrio, a visão, a audição e até mesmo a força muscular que podem estar comprometidos.

Além disso, há os fatores ambientais e comportamentais, que podem ser cumulativos. Dentre eles estão o grau de dependência de terceiros para atividades básicas, o sedentarismo, os obstáculos do ambiente domiciliar, entre outros.

Para conseguir reduzir o índice de acidentes com os entes queridos com quem você convive, confira abaixo os principais fatores de risco que levam à queda em idosos.

Principais fatores de risco para a queda em idosos

De acordo com levantamento feito em hospitais do SUS em São Paulo, em 60% dos casos de internações por queda de idosos, o paciente é mulher. O motivo seria o fato de as mulheres terem menor massa muscular e serem mais ativas do que os homens no ambiente domiciliar, envolvendo-se diariamente em atividades domésticas.

Já quanto aos fatores externos, os principais facilitadores da queda de idosos são o uso de medicamentos, o perfil comportamental do idoso e o uso de sapatos inadequados. A combinação de fármacos pode alterar o nível de consciência, gerar sonolência e prejudicar a visão. Os sapatos inadequados, como chinelos ou aqueles com salto superior a dois centímetros, também possuem papel agravante nessa situação.

Comportamentalmente, há dois fatores a considerar: o primeiro é o nível de sedentarismo – ou seja, idosos que não se exercitam ficam com as estruturas óssea, muscular e com as articulações mais frágeis, ocasionando em mais quedas por fraqueza e desequilíbrio; o segundo ponto a considerar é o índice de atividade dentro de casa, porque quanto mais o idoso circula em ambientes com objetos que apresentem um obstáculo em seu caminho, maiores os índices de tombos.

Para facilitar sua visualização dos principais fatores de risco para a queda em idosos, confira a lista abaixo.

Riscos de queda relacionados à idade:

  • Gênero: o sexo feminino tem maior risco de queda, então atenção especial às idosas;
  • Histórico prévio de quedas;
  • Uso de 4 ou mais medicamentos simultaneamente;
  • Dificuldades em andar ou desequilíbrio;
  • Dificuldades cognitivas;
  • Alterações da visão;
  • Alterações ortopédicas
  • Estado psicológico;
  • Grau de dependência.

Riscos de queda relacionados ao ambiente

  • Iluminação ineficiente;
  • Piso escorregadio;
  • Ausência de corrimão;
  • Tapetes soltos;
  • Obstáculos mobiliários;
  • Roupas muito largas;
  • Sapatos inadequados.

  Riscos de queda relacionados ao comportamento

  • Sedentarismo;
  • Alta atividade doméstica.

Como prevenir a queda em idosos

Evitar esse tipo de acidente muitas vezes significa evitar também uma grave fratura óssea, medicações fortes e até mesmo uma cirurgia ortopédica, pois essas são situações que frequentemente se tornam consequências das quedas em idosos. Além disso, esses fatores podem acarretar em um efeito dominó com demais problemas de saúde.

Há uma série de medidas preventivas que você pode adotar hoje mesmo para proteger melhor seus idosos, são elas:

  • Promover e incentivar a prática de atividades físicas para reforço muscular e equilíbrio
  • Remover possíveis obstáculos das áreas de circulação da casa, como mesas de centro;
  • Deixar os objetos mais utilizados no dia a dia em local de fácil acesso;
  • Evitar o uso de tapetes, sobretudo no banheiro;
  • Manter uma boa iluminação interna, utilizando lâmpadas fluorescentes ou de LED;
  • Disponibilizar um abajur ou interruptor de luz ao lado da cama do idoso;
  • Dispor de calçados adequados, com solado antiderrapante, fechados e que possam ser presos ao redor dos calcanhares, preferencialmente com velcro.

Cuidar adequadamente de um idoso, oferecendo-lhe segurança, acolhimento e atenção, muitas vezes é cansativo e desafiador, mas não permita que a rotina atarefada do dia a dia o distraia desses pequenos cuidados que podem significar muito à saúde do seu familiar. Lembre-se sempreda máxima: prevenir sempre é melhor que remediar. E se, mesmo com todas as medidas de prevenção, o idoso possuir ocorrências de queda, considere utilizar os Sistemas de Emergência Pessoal! Para saber mais, entre em contato com a Tecnosenior!

Veja mais dicas aqui no blog da Tecnosenior sobre cuidados com os idosos!

Continue Reading

Esta é a dúvida de muitos familiares, especialmente pelo alto custo mensal e pela boa saúde do idoso. Afinal, vale a pena fazer plano de saúde para idosos?

No Brasil, um plano de saúde para idosos custa, em média, R$ 1.500,00 por mês, o que corresponde a uma despesa anual de quase R$ 20.000,00. Devido ao alto custo, muitas famílias têm ficado em dúvida sobre a necessidade desse investimento, especialmente por que muitos idosos são saudáveis e autônomos, e não precisam de acompanhamento médico regular.

Alguns familiares, inclusive, cogitam fazer uma poupança em vez do plano de saúde, para que tenham uma reserva à disposição em caso de emergência.

Mas, o que será mais indicado: garantir o atendimento com antecedência ou pagar procedimento particular somente quando houver necessidade?

Confira nossa análise e compartilhe conosco se você acha que vale a pena fazer um plano de saúde para idosos!

#1 Planejamento Financeiro

Quando você contrata um plano de saúde, passa a considerar a mensalidade em sua despesa mensal fixa e ajusta seu orçamento a ela. Você conta com esse investimento todos os meses e, em caso de necessidade de atendimento médico, você está seguro a qualquer momento.

Sem o plano de saúde, você não precisa desembolsar esse valor todos os meses, mas fica exposto a riscos financeiros em caso de doença súbita ou acidentes.

#2 Plano de saúde para idosos X Particular

O custo anual médio de um plano de saúde para idosos é de R$ 20.000,00, valor que, a princípio, assusta um pouco.

Em contrapartida, se você considerar o custo particular de uma internação em um bom hospital, com exames e medicamentos, este valor é o suficiente para cerca de 30 dias apenas.

#3 Plano de saúde X Poupança

Quando confrontamos o investimento para saúde em poupança, o plano de saúde ainda oferece mais segurança, por vários motivos:

  • O dinheiro guardado durante tanto tempo é consumido rapidamente em procedimentos particulares;
  • É um investimento sem destino específico: se durante o ano, você identificar qualquer outra situação que pareça demandar este valor, você perderá sua reserva para saúde;
  • A maioria dos brasileiros não possui o hábito e nem disciplina suficiente para economizar dinheiro;
  • O rendimento da poupança é insignificante.

#4 Plano de saúde X SUS

Embora o SUS ofereça todos os tipos de procedimentos, inclusive os de alta complexidade, o serviço como um todo é considerado ineficaz devido à alta demanda: estima-se que mais de 150 milhões de brasileiros dependam exclusivamente do SUS. Além disso, dados da ANS indicam que, nos últimos dois anos, mais de 2,7 milhões de pessoas ficaram sem convênio médico e passaram a depender do SUS, devido à perda do emprego ou à incapacidade de pagamento devido ao reajuste dos planos.
Isso reflete em vários aspectos da saúde pública:

  • Demora no agendamento de consultas e exames, pois não há profissionais nem estrutura suficientes para atender a todos com agilidade
  • Atendimento inadequado, pois os profissionais têm menos tempo para atender cada paciente
  • Defeito nos equipamentos, devido à sobrecarga da capacidade
  • Falta de medicamentos

#5 Prevenção

Pessoas cobertas por plano de saúde tendem a realizar mais ações de prevenção, como consultas de rotina e exames preventivos.

Quando os pacientes dependem de atendimento particular, são mais resistentes às medidas profiláticas e procuram atendimento médico somente em caso de necessidade – geralmente, em estágio avançado, o que demanda tratamentos mais caros.

No entanto, uma das desvantagens do plano de saúde para idosos é o período de carência: cada operadora pode determinar a carência para os procedimentos do plano, desde que não ultrapassem os prazos definidos pela Agência Nacional de Saúde.

 

De acordo com a tabela da ANS, até mesmo consultas e exames simples podem levar 180 dias para serem liberados:Box com informações sobre plano de saúde para idosos

Tratando de saúde, prevenir é sempre melhor do que remediar. Por esse motivo, fazer um plano de saúde para o idoso pode ser mais vantajoso do que arcar com atendimento particular.

Caso esteja em dúvida, consulte algumas operadoras de planos de saúde, solicite o contrato e analise as cláusulas para saber se estão de acordo com as expectativas da família. Se possível, peça a opinião do próprio idoso: ele se sentirá importante e muito mais disposto a seguir um tratamento de saúde no futuro.

Continue Reading

Segundo o IBGE, 11% das pessoas com depressão são idosos. Confira os principais sintomas da depressão em idosos e aprenda como ajudá-los na prevenção.

Nem só de boas memórias, sorrisos e sabedoria é feita a terceira idade. Envelhecer, infelizmente, é conviver rotineiramente com perda de entes queridos, surgimento de doenças, redução de renda e muitas vezes isolamento social. Esses fatores, combinados com fatores biológicos (hereditários), podem originar uma doença silenciosa que traz diversas consequências ruins: a depressão em idosos.

Preconceito e falta de conhecimento muitas vezes tornam mais difícil a identificação dos sintomas. Entretanto, o cuidado deve ser redobrado, uma vez que a depressão está entre as principais doenças mentais que atingem os idosos.

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pessoas entre 60 e 64 anos de idade representam a faixa etária com maior proporção (11%) de diagnóstico de depressão. E este índice só vem aumentando com o passar dos anos.

Os fatores que podem estar acarretando no aumento da incidência da depressão em idosos são: aposentadoria e a consequente sensação de inutilidade, falta de realização profissional, redução de renda e dificuldades financeiras, isolamentos sociais, incidência de outras doenças e a morte de amigos e familiares.

Quem cuida (ou ajuda a cuidar) de idosos deve sempre ficar atento aos sinais de depressão, para que o  diagnóstico seja o mais breve possível. Confira os principais sintomas da depressão em idosos e, em seguida, aprenda como ajudá-los na prevenção.

Conheça os principais sintomas da depressão em idosos

Um dos maiores problemas da depressão na terceira idade é a dificuldade do diagnóstico, uma vez que os sintomas frequentemente são confundidos com preguiça, cansaço e alterações de humor característicos da idade.

No entanto, não tratar a doença adequadamente pode culminar em demência e até mesmo Alzheimer. Além disso, também é importante considerar que os sintomas podem ocasionar alimentação inadequada, sedentarismo, isolamento social, e muitas vezes até a falta de higiene. Esses fatores combinados podem não só gerar o surgimento de outras doenças, como também agravar àquelas já existentes.

Para conseguir identificar os sinais de depressão de maneira mais certeira, confira, abaixo, a lista com os principais sintomas.

  1. Humor depressivo durante a maior parte do dia, indicado por relato do idoso ou de terceiros;

  2. Diminuição drástica do interesse ou prazer em atividades antes prazerosas;

  3. Aumento ou diminuição incomuns do apetite,  perda ou ganho significativos de peso;

  4. Insônia ou sono excessivo;

  5. Fadiga ou perda de energia, agitação ou retardo psicomotor (capacidades cognitivas mais lentas).

  6. Sentimentos de inutilidade, culpa excessiva e inapropriada, “complexo de perseguição” ou medo exagerado de doenças graves;

  7. Redução na capacidade de concentração;

  8. Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio;

Os sintomas da depressão acarretam em sofrimento, prejuízos ocupacional e  social. Há situações em que eles podem ser causados por medicamentos, pelo uso de álcool ou por doenças neurológicas, infecciosas, metabólicas, endócrinas e cardiovasculares. Por isso é indispensável recorrer a um médico assim que os sintomas são identificados.

Como prevenir a depressão em idosos

Ainda que exista tratamento adequado para a depressão, prevenir sempre é a melhor opção. A melhor alternativa para evitar a doença, sem dúvidas, é incentivar os idosos à qualidade de vida generalizada, com uma rotina ativa e cultivar boas relações sociais.

Embora possa ser difícil para um idoso com saúde debilitada e situação financeira restrita sair de casa, há uma série de atividades possíveis. Entre elas estão leitura, frequentar cursos gratuitos, visitas a parques, ter encontros rotineiros com amigos e  participar de grupos de ginástica ou de dança de terceira idade na comunidade (muitas vezes gratuitas ou com baixo custo).

Lembre-se que o papel da família é fundamental tanto para prevenir, quanto para identificar os sintomas da depressão. Visitar, dar seu apoio, promover atividades que aumentem a autoestima e fomentem o convívio social são atitudes que podem transformar a vida de um idoso depressivo. Afinal, não é porque estão no fim de sua jornada, que a vida deles deve ser  que ser menos plena e feliz, não é mesmo?

Clique e veja mais mais dicas sobre como cuidar da saúde do idoso!

Continue Reading