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Idosos ativos também caem

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Idosos ativos também caem

Há muitos anos, a imagem do idoso tem sido simbolizada como frágil, normalmente curvado ou usando bengala. Acontece que, com o avanço da expectativa de vida, temos idosos ativos. Muitos chegam à terceira idade em plena atividade laboral e social, independentes e sem incidência de doenças.

Inclusive, está vigorando no senado um projeto de lei que sugere a mudança da figura representativa do idoso frágil, usualmente expostos em ônibus e metrôs, para a de uma pessoa comum, ereta, com as inscrições +60 ao lado. O intuito do projeto é extinguir o estereótipo e reforçar a inclusão sem constrangimentos ou preconceitos.

idosos ativos

Entretanto, mesmo com este cenário, são alarmantes as estatísticas de ocorrências de acidentes graves com idosos. De acordo com o SUS, cerca de 75% dos acidentes com idosos ocorrem dentro de casa. Entre eles, as QUEDAS são as mais frequentes.

Confira AQUI quais adaptações são necessárias para tornar uma casa segura para idosos!

Com o avanço da idade, é inevitável o declínio de algumas funções do organismo, principalmente no que se refere ao equilíbrio e a mobilidade. Algumas perdas físicas e funcionais são naturais do processo de envelhecimento, como a redução do reflexo e a sensibilidade periférica dos membros.

Alguns indivíduos não apresentam dificuldades nas atividades da vida diária e, por isso, são considerados idosos ativos. Ainda assim, é importante que a família fique atenta, pois eles também caem.

Por que os idosos ativos caem?

Ao contrário dos idosos sedentários, que caem por fragilidade, dificuldade na marcha ou por efeito de alguma doença, os idosos ativos estão mais suscetíveis à queda devido à exposição.

Muitas vezes, o idoso não reconhece sua condição e mantém as atividades da fase adulta na mesma intensidade, como dirigir, cozinhar, mexer com eletricidade, usar saltos muito altos, subir em bancos ou escadas, etc. Ou seja, se arriscam em situações de alto potencial de acidentes.

A velhice não é sinônimo de incapacidade e é até recomendado que o idoso preserve os hábitos do cotidiano, porém é necessário que ele reduza o período ou carga e adote medidas de prevenção, que o idoso seja menos ousado e se cuide mais.

Caso aconteça algum acidente, a probabilidade de ter consequências graves é enorme, principalmente para os idosos ativos. Os efeitos do acidente acarretam em abalo psicológico, depressão e perda de autoestima, já que normalmente comprometem sua independência.

Leia também o artigo “Consequências de quedas em idosos“.

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Consequências de quedas em idosos

Atualmente, as quedas de própria altura são a principal causa de morte acidental em pessoas com idade acima de 65 anos. São muitas as consequências de quedas em idosos, já que o tombo em si não causa grandes problemas, mas sim o que ocorre em sua decorrência.

Cerca de 54% das quedas em idosos são causadas por ambiente inadequado, principalmente por piso escorregadio e objetos deixados no chão – afinal, idosos ativos também caem. As demais causas estão associadas à riscos intrínsecos, como consumo incorreto de medicamentos, problemas de visão, Parkinson, dores crônicas (fibromialgia, lombalgia, osteoartrite etc).

Decorrências físicas

As quedas são eventos frequentes causadores de escoriações e lesões. As lesões mais comuns são as fraturas no fêmur proximal (região do quadril), seguidas de fraturas nos membros superiores (ombro e punho). Estudos apontam que as fraturas do fêmur tem índice de 30% de mortalidade em até 6 meses após a queda.

A falta de mobilidade e  a dependência, consequências de quedas em idosos, propiciam o surgimento de outras doenças como acúmulo de secreções nos pulmões, pneumonia, distúrbios gastrointestinais, infecção do trato urinário, diminuição do fluxo sanguíneo, osteoporose, AVC e até demência. Há casos, inclusive, em que são relatadas pioras no quadro de doenças preexistentes, como Alzheimer e depressão.

O internamento em hospital é essencial para o acompanhamento e tratamento do idoso mas também pode causar problemas. Além das chances de contrair infecção hospitalar pela exposição a microorganismos, o paciente acamado pode sofrer trombose pela imobilidade.

Você conhece os principais fatores de queda em idosos?

Síndrome do Pós Queda

Mesmo após a recuperação das lesões causadas pela queda, é comum que o idoso sofra da Síndrome do Pós Queda e de Ptofobia, que são decorrências psicológicas do acidente.

A Ptofobia é o medo excessivo de assumir a postura de pé ou andar e está presente na Síndrome do Pós Queda mas não é exclusiva das pessoas que já caíram.

A Síndrome do Pós Queda é caracterizada por um pavor descontrolado de andar novamente, mesmo que não apresente nenhum problema de locomoção. Quem vivencia uma queda têm como conseqüência uma baixa na autoconfiança, desenvolve um sentimento de culpa, culpando a si mesmo pelo ocorrido, e quando cai novamente esse sentimento se intensifica.

Nestes casos, é comum que o indivíduo apresente alterações de marcha, equilíbrio e reduza suas atividades do cotidiano, acarretando no descondicionamento físico e maior propensão à queda, iniciando um ciclo vicioso.

Socialmente, o idoso vai deixando de frequentar locais que antes faziam parte de sua rotina, como igrejas, shoppings, parques e eventos sociais, aumentando muito as chances de desenvolver depressão.

O papel da família na reabilitação

A família deve ficar atenta para não reforçar o medo da queda. É comum que os familiares, na tentativa de proteger o idoso, acabem contribuindo para a fobia, restringindo o idoso de atividades que ele costumava praticar, o lembrando sempre da possibilidade de novas quedas e interferindo na sua autonomia. É preciso que os riscos sejam diminuídos para que novos acidentes sejam evitadas, mas deve se ter cuidado, também, em não restringir a pessoa idosa de sua vida social, impactando na qualidade de vida.

Veja dicas para deixar a casa segura para idosos!

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