Desospitalização – soluções simples

Desospitalização

Muito se fala em desospitalização hoje em dia, mas muitas vezes soluções muito simples, que poderiam dar mais tranquilidade ao paciente que recebe alta e vai se recuperar em casa, não são consideradas.

Conversando com uma pessoa que estava aguardando o transplante de um rim, ele me confessou que o seu maior medo era ficar sozinho em casa depois que recebesse alta, se recuperando da cirurgia.  Essa preocupação lhe tirava o sono, mais do que a própria espera por um doador.  Este senhor era separado e os filhos moravam no exterior. “Numa emergência, nem sempre a gente consegue alcançar um telefone e ligar para alguém que possa providenciar socorro”, observou ele.

Não conheço uma pesquisa sobre isso, mas provavelmente o número de pacientes que tem a alta retardada pelo seu médico, pelo motivo exposto acima, seja muito maior que os hospitais imaginam.

Os hospitais querem saber quem vai enviar uma enfermeira ou médico até residência da pessoa no caso de um chamado. Esquecem que antes de mais nada o paciente precisa ter como chamar ajuda. Nem sempre um telefone está ao alcance da mão.  Também existe uma grande chance que sua chamada não seja prontamente atendida. Imaginem alguém passando mal ligando para o centro de atendimento de um hospital: “disque 0 para isso, disque 1 para aquilo…” Depois, nem sempre, essa pessoa que está convalescendo precisa de um atendimento médico. Muitas vezes tirar um dúvida sobre o tratamento ou chamar um parente ou vizinho para ajudá-la a levantar depois de uma queda, pode resolver a situação.

Cuidador 24h ?

Deixar alguém 24 horas ao lado da pessoa que está se recuperando, além de ter um custo alto, muitas vezes não se mostra necessário. Talvez oferecer um Serviço de Monitoramento de Emergência possa ser considerado uma das opções para facilitar a alta e dar uma recuperação mais tranquila para pacientes e familiares.

Quedas: um dos risco na desospitalização

O conceito de desospitalização envolve:

  • Garantir a alta de um paciente do ambiente hospitalar de forma segura promovendo todos os cuidados necessários em domicílio.
  • Redução do tempo de internação no hospital e aumentar a satisfação do paciente.

Quem paga ?

Alguns hospitais no Brasil alegam que o Serviço de Monitoramento de Emergência não é pago pelo SUS ou pelos Planos de Saúde. No entanto, muitos pacientes e familiares estariam dispostos a arcar com o custo do serviço para ter mais segurança e tranquilidade. Nos Estados Unidos muitos hospitais recomendam, ou até mesmo ofertam o serviço, para seus pacientes, os Sistemas de Monitoramento de Emergência ou “Medical Alert”, como é mais conhecido. Pelo lado das operadoras de saúde, com o valor economizado em uma diária de hospital, elas poderiam pagar muitos meses de um Serviço de Monitoramento Pessoal.

A Tecnosenior pesquisa e desenvolve, junto com os hospitais, tecnologias que já são utilizadas em outros países e que podem facilitar a desospitalização.

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