Economia de Recorrência na vida do cidadão idoso

Economia de Recorrência na vida do cidadão idoso

Com o aumento da população idosa no Brasil, assim como a expectativa de vida, surgem novas oportunidades de negócios voltados para os idosos. O sucesso das empresas com atividades para a terceira idade depende muito do estudo da necessidade, do que elas buscam e o que precisam para melhorar a sua qualidade de vida.

Hoje, com a evolução da medicina e até da tecnologia, o perfil da pessoa acima de 60 anos mudou muito. Muitos ainda estão no mercado de trabalho, praticam esportes, cuidam da saúde física e mental e se mantêm muito ativos.

Neste artigo você vai descobrir como a economia de recorrência pode ser uma boa opção para um negócio voltado para idosos e quais atividades já fazem sucesso com essa parcela da população que só deve aumentar até 2060.

O que é economia de recorrência

A maioria das empresas hoje busca aprimorar a experiência do cliente em relação ao seu produto. Se foi o tempo em que você apenas pagava para ter um produto; hoje o consumidor paga para ter acesso ao que precisa mês a mês.

A economia de recorrência é a venda do acesso a um produto/serviço, que é pago de forma recorrente, mensalmente. Os maiores exemplos de recorrência são a Netflix e o Spotify, que fornecem um serviço de streaming de filmes e música por um valor mensal, respectivamente. Além disso, as empresas são totalmente transparentes, sem contratos que deixam o consumidor cheio de dúvidas.

Estão em alta também os clube de assinaturas, em que as pessoas recebem em casa mensalmente livros, bebidas, produtos para o lar por um valor fixo por mês. São facilitados os meios de pagamento desses serviços e a maioria das pessoas usa o cartão de crédito para a cobrança recorrente de qualquer modelo de assinaturas que contrate.

A intenção de todas as empresas que investem nesse novo modelo de economia é garantir que a venda não aconteça exclusivamente uma vez, para assim gerar mais receita para o negócio. Isso permite:

  • Que a empresa tenha previsibilidade de receita;
  • Estude qual a melhor forma de aplicar o dinheiro ganho com as assinaturas;
  • Reduza o custo de aquisição de clientes com o modelo recorrente;
  • Tenha um fluxo de caixa estabilizado;
  • Aumente o ticket médio;
  • Melhore o relacionamento com o cliente nas relações comerciais.

A ideia desse novo modelo de negócio, voltada para o consumo em acesso a produtos e serviços, começou a ser teorizada nos Estados Unidos, pelo economista Jeremy Rifkin lá nos anos 2000.

Idosos no Brasil

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) divulgada em 2017, o número de brasileiro com mais de 60 anos já passa dos 30 milhões. Além disso, a tendência é de que o envelhecimento do país acelere de forma que em 2031 o número de idosos supere o de crianças com até 14 anos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pelo cálculo do último censo, a população acima de 60 anos representou, em 2018, 13,5%. Em 2027, o público da terceira idade será 17,4% e, em 2050, 29,3%.

Além disso, conforme uma pesquisa feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), no Brasil as pessoas acima de 60 anos movimentam R$ 1,6 trilhão no mercado anual. Isso mostra o poder de compra da população idosa do país e também o leque de oportunidades de novos negócios voltados para esse público.

Oportunidades de novas frentes de negócios

Alguns dados de consumo dos brasileiros acima dos 60 anos levantados no último ano por IBGE, SPC Brasil e Kantar Wordpanel mostram o quanto os idosos estão cada vez mais conectados e em busca de produtos que mais se adequam ao seu perfil. Confira:

● 45% sentem dificuldade em encontrar produtos para seu perfil;
● 16% preferem marcas mais caras e com qualidade maior;
● 20% das pessoas fazem compras voltadas ao lazer;
● 71% dos idosos tem independência financeira e sua renda chega a ser 30% maior do que a de pessoas com até 59 anos;
● 80% deles usam WhatsApp como meio de comunicação principal;
● 70% já usam o Facebook;
● 40% das pessoas fazem exercícios semanalmente.

Para fazer parte dessa nova economia é preciso cada vez mais se adequar às necessidades de quem já é responsável por boa parte do consumo anual no país. Algumas dicas de negócios são:

● Academias têm grande procura por essa parcela da população. Aulas personalizadas e focadas em prevenção de quedas, autonomia física, aumento da força muscular, mobilidade e capacidade aeróbica são um grande diferencial no mercado.

● Cursos voltados para idosos e seu tempo de aprendizado são cada vez mais procurados. Aulas de línguas estrangeiras e informática, por exemplo, são de grande utilidade para um público que quer ficar cada vez mais conectado e também conhecer outros lugares do mundo.

● Serviços que ajudem o idoso a ser autônomo e continuar vivendo sozinhos. A criação de pacotes em que uma pessoa vá até a casa do idoso para fazer companhia, manter o local seguro, ajudar nas compras, na limpeza do espaço, serviços de manutenção podem fazer uma grande diferença na vida desse público, além de que é uma ótima opção de serviço recorrente.

● Outra dica é ficar de olho no que o mercado de outros países, como os da Europa que já possui uma população idosa relativamente alta, para conhecer o que é feito em relação a prestação de serviços para as pessoas acima de 60 anos.

Uma última dica é contar com um bom sistema de gestão empresarial. Cuidar de todas as rotinas do negócio de forma automatizada e integrada, ajuda muito na evolução da empresa. Procure por um sistema que conta também com serviços recorrentes, onde a cobrança dos clientes seja feita de forma automática mês a mês, integrado com o contas a receber, trazendo ainda mais facilidade no dia-a-dia.

Este texto foi produzido pela VHSYS, o sistema de gestão empresarial mais completo do mercado.

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