Fraturas na terceira idade

Uma das consequências mais marcantes do envelhecimento é o gradual enfraquecimento ósseo, que muitas vezes acaba resultando na ocorrência de queda de idosos que, devido à maior fragilidade do esqueleto, pode acabar acarretando em fraturas. Além da diminuição da densidade mineral dos ossos, outros fatores como diminuição dos sentidos , perda de força e perda de equilíbrio também contribuem para a ocorrência de incidentes. As fraturas mais frequentes nos idosos ocorrem na região do quadril, na coluna vertebral, no fêmur e no punho. Os riscos vão muito além da fratura em si, pois em geral costumam afetar a mobilidade e interferir na rotina do idoso, além de propiciar o surgimento de novas complicações. 

Os principais riscos que as fraturas representam para os idosos

#1 Falta de mobilidade

A fratura em locais como quadril e coluna pode impedir o paciente de se locomover durante o período de recuperação, ou então comprometer essa mobilidade de maneira crônica. A impossibilidade de se locomover adequadamente pode deixar os ossos ainda mais frágeis e favorecer novas fraturas, além de causar dor crônica, perda da independência, restrições sociais e isolamento. Problemas psicológicos, como depressão e perda de autoestima também são comuns nessas situações.

#2 Cirurgia é arriscada

Dependendo da situação, a intervenção cirúrgica se faz necessária para recuperar a mobilidade do paciente. Porém, os riscos de sequelas são altos, além da recuperação que costuma ser lenta e exige muita disciplina e paciência.  Além disso, deve-se prestar redobrada atenção no pós-operatório, pois é comum que, além de dor, o idoso apresente sintomas como confusão mental, desidratação, perda de massa muscular, imobilidade, úlceras por pressão e infecções. O acompanhamento se faz necessário principalmente porque um paciente idoso pode não manifestar ou se queixar de dores, dificultando o diagnóstico e tratamento precoce de possíveis complicações. Um outro ponto que merece muita atenção é o risco para Infecção Hospitalar, especialmente para os  idosos que já possuem focos de infecção em locais como pele, dentes e trato respiratório.

#3 Maior tempo de recuperação

 A saúde naturalmente mais fragilizada do idoso faz com que qualquer fratura, seja ela superficial ou complexa, tenha um tempo de recuperação maior do que em pessoas mais jovens. Além disso, o risco de sequelas irreparáveis é consideravelmente maior.  A incapacidade funcional e restrição da mobilidade ocasionada pela fratura podem ainda favorecer complicações como úlceras por pressão e problemas respiratórios e urinários.

Em alguns casos, a queda de idosos pode ser evitada 

Como mencionamos, a própria idade avançada já representa um risco em potencial para a ocorrência de quedas e consequentemente de fraturas. Dados do Ministério da Saúde afirmam que 40% da população com mais de 80 anos sofre ao menos uma queda por ano. Infelizmente não é possível evitar que imprevistos aconteçam, mas alguns cuidados podem ser tomados, como adequar o ambiente em que o idosos costuma circular e cuidar da saúde, seja visitando o geriatra frequentemente para prevenir e tratar possíveis doenças, seja praticando atividades físicas e hidratando o corpo corretamente. 

Clique aqui  e confra algumas dicas para evitar queda de idosos 

Quando não é possível evitar a ocorrência da queda, é imprescindível que o idoso seja prontamente atendido, o que também se torna um problema, principalmente se ele vive sozinho ou passa parte do dia desacompanhado. Uma solução eficaz nesses casos são os sistemas de monitoramento pessoal. Através deles, o idoso consegue pedir ajuda através de um botão emergência que fica junto ao corpo, como pingente ou pulseira. O dispositivo ainda pode ter a função de sensor de quedas, que garante o socorro mesmo se o usuário estiver impossibilitado. 

 

Compartilhar
Tire suas dúvidas