“Superidosos” se mostram resistentes ao novo Coronavírus

Denominação ainda pouco utilizada na medicina é atribuída a indivíduos com mais de  80 anos que possuam a saúde comparável à de pessoas que estão entrando na terceira idade.

Pesquisadores da área da saúde atribuem o termo Su ms na faixa dos 50-60 anos em testes de memória, autoconhecimento e raciocínio lógico. Eles também não fazem uso de nenhum medicamento de uso contínuo e não sofrem de nenhuma  doença crônica característica da idade.

Atualmente, os superidosos representam uma pequena parte da população que atinge a chamada “quarta idade”, mas esse percentual tende a crescer na mesma medida em que hábitos de vida  mais saudáveis vão sendo adotados. Para os cientistas, comportamentos adotados ao longo da vida, como alimentação adequada e prática de atividades físicas, parecem refletir na saúde desses idosos tanto quanto predisposições genéticas.

Durante a pandemia de Coronavírus que estamos enfrentando, esse grupo tem se destacado por apresentar sintomas leves – e até mesmo inexistentes – de contaminação, o que vai na contramão das estatísticas que apontam os idosos como principal grupo de risco para o desenvolvimento de quadros mais graves. No mesmo sentido, pessoas jovens e saudáveis desenvolvem formas letais da doença, o que leva os cientistas a crer que fatores genéticos têm grande influência sobre o comportamento do vírus no organismo. 

Uma dessas pesquisas vem sendo realizada pela USP.  Os pesquisadores da instituição estão colhendo e analisando amostras para tentar entender o mecanismo que oferece essa resistência, considerando pessoas jovens que vão a óbito, mesmo sem comorbidades, e as pessoas assintomáticas e resistentes. Segundo matéria publicada pelo site UOL, várias linhas de pesquisa relacionadas à resistência ao coronavírus estão sendo realizadas, incluindo a análise de populações. A professora Mayana Zatz, do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do IB (Instituto de Biociências) da USP e coordenadora do Centro de Pesquisas sobre Genoma Humano e Células-Tronco explicou que a maioria das informações que constam nos bancos de dados internacionais são de populações europeias, mas estão sendo encontradas várias diferenças na população brasileira, que é etnicamente diversa, e que ainda existem muitas dúvidas a respeito da imunidade ao SARS-CoV-2, dependentes de tempo e recursos para descobrir os fatores genéticos envolvidos.

Os estudos estão focados na análise da resistência de superidosos, bem como de pessoas que convivem, como casais, nos quais um dos indivíduos contraiu a doença e o outro não. Caso seja o seu caso, é possível participar das pesquisas do Centro de Estudos como voluntário. Para isso, basta enviar um e-mail para estudocovid@gmail.com”.

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