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Violência doméstica contra idosos

São muitos os casos de violência doméstica contra idosos praticadas muitas vezes por familiares ou cuidadores. Saiba o que caracteriza esse tipo de agressão!

A velhice é tida por muitas pessoas como a “melhor idade”, hora de descansar e aproveitar com tranquilidade os últimos anos de vida. Teoricamente, a pessoa idosa conta com mais tempo disponível e pode viver mais feliz.  Porém, são crescentes os casos de violência doméstica contra idosos, nas mais diversas situações. Devido à vulnerabilidade, eles tornam-se menos capazes de lutar contra possíveis maus tratos. Além disso, na maior parte dos casos, a pessoa idosa sofre em silêncio, podendo passar por isso durante anos sem nunca denunciar o agressor, que em grande parte dos casos está dentro de casa.

Dependendo da situação e do estado de saúde da pessoa na terceira idade, muitas vezes a violência doméstica pode acontecer sem que ela reaja. Isso pode acontecer por diversos motivos:

– porque o idoso não percebe que está sendo negligenciado;

– por sofrer de algum tipo de demência ou perda de memória;

– porque vive socialmente isolado e não reconhece seus direitos;

– ou mesmo por receio de que o agressor o repreenda.

Entre as várias formas de violência contra os idosos, destacamos as mais comuns.

Principais formas de violência doméstica contra idosos

Negligência e Abandono

Uma das formas mais comuns que caracteriza violência doméstica contra idosos é a negligencia ou abandono.  Isso consiste no ato de omissão de cuidado do responsável pela pessoa idosa em providenciar as necessidades básicas, necessárias à sua sobrevivência, como o acesso à medicamentos, higiene, saúde e atenção. Além disso, há também o abandono afetivo.

Violência Financeira

Idosos aposentados costumam ter maior perspectiva de renda e fácil acesso a créditos. Por isso, muitas vezes membros da família passam a ser responsáveis pelo idoso com o intuito de explorá-lo. Também é bastante comum a ocorrência de apropriação ilícita do patrimônio de idosos. Esse tipo de prática pode ser realizada tanto por familiares, quanto por profissionais e instituições.

Também é muito importante estar atento para pessoas mal intencionadas que se aproveitam da fragilidade da velhice para tentar aplicar golpes, especialmente em aposentados. Esses golpes geralmente acontecem em bancos, quando eles vão receber os benefícios, ou por telefone, simulando ligações do banco e, assim, se apropriando dos dados dos idosos.

Violência Física

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), caracteriza violência física qualquer ato violento com uso de força física (empurrões, tapas, socos ou armas) de forma intencional, não acidental, com o objetivo claro de ferir ou lesar uma pessoa. Essa é uma forma de violência mais direta e reconhecível, porém, infelizmente, não menos comum.

Violência Psicológica

Entende-se por violência psicológica qualquer comportamento, verbal ou não verbal, que visa provocar intencionalmente dor no idoso. Menosprezo, desprezo, preconceito e discriminação, por exemplo, são caracterizados como abusos psicológicos. Agressões verbais que tenham como objetivo aterrorizar, humilhar e restringir a liberdade da pessoa idosa também são exemplos desse tipo de violência.

Como reagir ao testemunhar um caso de violência doméstica contra idosos?

Em um primeiro momento, é difícil identificar um caso de violência doméstica contra idosos. Além dos motivos citados no início do texto, pode ser realmente muito difícil acreditar que um familiar tenha a coragem de fazer assim. No entanto, as ocorrências são cada vez mais comuns e é preciso prestar muita atenção nos cuidados com os nossos entes queridos, aos sinais de mals tratos e, além disso, tomar atitudes para combater essas situações.

O Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741 de 01 de Outubro de 2003), criado há 15 anos, prevê punições a quem praticar algum tipo de agressão contra pessoas na terceira idade, proporcionando aos idosos uma maior qualidade de vida e garantia dos seus direitos. Recomenda-se conversar com  o idoso em questão e tentar fazê-lo falar sobre o que está acontecendo. A partir daí, é preciso recorrer às autoridades para que as devidas medidas sejam tomadas. Para denunciar, você pode ligar para o número 100, que é o contato de denúncias do Ministério dos Direitos Humanos.

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