Cuidador familiar de idosos: como cuidar melhor de quem você ama

Cuidador familiar de idosos

Ser um cuidador familiar de idosos pode apresentar muitos desafios. Para tornar essa tarefa mais fácil, veja as nossas dicas de como cuidar de idosos!

É comum em grande parte das famílias que os próprios filhos cuidem dos pais quando eles já estão em idade avançada. Nem sempre as pessoas têm condições de contratar um profissional para essa função e, como está difícil encontrar pessoas de confiança hoje em dia, os filhos acabam assumindo a tarefa. Mas ser um cuidador familiar de idosos não é fácil, pois é preciso conciliar as responsabilidades dos filhos e cônjuge, do trabalho e demais demandas do cotidiano com os cuidados com os pais.

Outro fator agravante nesse cenário é o fato de que idosos muitas vezes dão trabalho, principalmente quando possuem problemas de saúde, quadro de demência ou mesmo caso sejam mais teimosos. Por isso, para garantir que o idoso tenha qualidade de vida, é preciso tempo, dedicação e paciência para enfrentar os desafios e proporcionar carinho e cuidado para os familiares mais velhos. Confira abaixo algumas como ser um melhor cuidador familiar de idosos!

Dicas para ser um melhor cuidador familiar de idosos

A maioria dos idosos passa grande parte de seu tempo em casa, já que nessa fase estão aposentados e nem sempre contam com disposição para fazer atividades fora do lar. Por isso, a casa deve ser adaptada para não oferecer riscos de queda ao idoso, que é um problema bastante comum.

Esse fato deve ser levado em consideração tanto quando o idoso mora sozinho, quanto quando ele mora no lar de um familiar. Para minimizar os riscos de queda e outros acidentes domésticos, é possível adotar algumas adaptações e mudanças simples, mas muito eficientes. O essencial é identificar possíveis causadores de acidentes e, além disso, fatores que apresentem riscos e/ou incômodos para os familiares mais velhos. Ou seja, é necessário dialogar com o idoso que está sendo cuidado para que ele também possa apontar tais fatores.

Adaptando a casa para idosos

De forma geral, algumas dicas costumam resolver ou minimizar a maioria dos problemas mais comuns de acontecerem no lar do idoso. Veja algumas formas de deixar a casa segura para idosos:

– Manter ambientes bem iluminados, de preferência com lâmpadas branco-azuladas, que equilibram visões turvas e amareladas;

Reduzir ao máximo possível a quantidade de móveis e outros itens de mobília que possam atuar como obstáculos para o idoso, gerando quedas e acidentes. Além disso, também é muito aconselhável manter as prateleiras firmes, os eletrodomésticos bem instalados, fios e cabos escondidos em canaletas e, principalmente, evitar o uso de tapetes;

– Tenha muita atenção com o banheiro, pois ele é o cômodo onde ocorre a maior parte dos acidentes e quedas de idosos. Para proporcionar o máximo de segurança, o piso deve ter revestimento antiderrapante. Além disso, instale barras de apoio próximas ao vaso sanitário e também no box.

Como lidar com os familiares idosos

Além de garantir que os ambientes do lar estejam adaptados e proporcionem segurança e conforto, muito do papel de um cuidador familiar de idosos é o dia a dia, o convívio e a atenção que essa pessoa precisa. Por isso, é fundamental saber como lidar com alguém na terceira idade, entender as dificuldades e aflições que surgem nessa fase da vida e buscar criar um relacionamento acolhedor, carinhoso e que estimule não apenas o bem estar físico, mas também emocional e psicológico. Dessa forma, é possível cuidar dos pais na velhice da maneira mais efetiva e saudável.

Um dos pontos chave para uma convivênca agradável com idosos é entender que a velhice pode trazer uma série de dificuldades e incômodos, não apenas físicos, mas emocionais. Por exemplo, é comum que o idoso tenha limitações (motoras e/ou cognitivas) ou que precise deixar o seu lar e ir morar com os filhos (que atuam como cuidadores familiares). Esses fatores, para o idoso, podem representar perda de autonomia e independência.

Portanto, é fundamental assegurar o idoso de que, por exemplo, no caso de uma mudança, esta será para o próprio bem dele, e que embora ele perca um pouco da sua autonomia, terá, por outro lado, companhia e o acolhimento da família. Este ponto, aliás, é muito importante, pois na terceira idade é comum que surjam problemas como depressão. Por isso, ter tempo para conviver com o idoso, estimular a prática de atividades benéficas e, de forma geral, proporcionar carinho e amor é essencial – do contrário, o idoso pode chegar até mesmo a sofrer de abandono afetivo inverso.

Já com relação às debilitações da velhice, o cuidador tem papel importante ajudando o idoso a aceitá-las e a procurar aproveitar o lado positivo da terceira idade (como ter mais tempo livre, poder conviver mais com a família, estimular hobies e atividades de lazer, entre outros aspectos).

A teleassistência e o cuidador familiar de idosos

Mesmo com todos as adaptações, precauções e esforços, por vezes é difícil – se não impossível – proporcionar cuidado em tempo integral para um idoso. Afinal, o filho do familiar mais velho também possui suas necessidades e compromissos, e assim a falta de tempo costuma ser o grande vilão que dificulta a atuação do cuidador. A boa notícia é que existem formas de cuidar de um idoso sem estar em casa, através da tecnologia – a chamada teleassistência.

Com aparelhos como sistemas de emergência pessoal, sensores de queda, mini rastreadores pessoais com GPS, dispensadores de medicamento, entre outros dispositivos, é possível complementar o seu cuidado e fazer com que o idoso possa solicitar ajuda em casos de emergência mesmo quando o cuidador familiar não está presente no lar. Assim, todos contam com muito mais segurança, tranquilidade e qualidade de vida, sem precisar perder autonomia ou deixar de realizar tarefas do cotidiano.

Guilherme Not

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