Doença de Parkinson: cuidados e tratamentos

 A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 1% da população mundial com mais de 65 anos seja portadora da doença de Parkinson, uma das cinco doenças mais comuns entre os idosos.  A doença degenerativa do sistema nervoso central, caracterizada principalmente por causar tremores e lentidão,  atinge cerca de 200 mil pessoas só no Brasil. 

A doença de Parkinson é considerada crônica e progressiva. É causada por uma diminuição intensa da produção de dopamina, um neurotransmissor (substância química que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas) que é responsável pela realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática, sem que seja preciso pensar em cada movimento que os músculos realizam. Nos portadores da doença, a diminuição da dopamina causa gradativa perda motora.

Causas

As células nervosas que produzem dopamina morrem progressivamente com o envelhecimento em todas as pessoas.  Em alguns casos essa morte celular ocorre num ritmo mais acelerado, ocasionando uma diminuição muito maior nos níveis de dopamina e, assim, surgem os sintomas da doença. Cientistas ainda não sabem explicar com precisão os motivos que levam a essa degeneração das células nervosas. Eles acreditam que mais de um fator esteja envolvido no desencadeamento da doença, sejam genéticos ou ambientais. 

Sintomas

Os  principais sintomas do Parkinson são tremor de repouso (mais evidente quando a mão está parada), tremor nas extremidades, instabilidade postural, rigidez de articulações e lentidão nos movimentos. É importante ressaltar que, apesar de ser o sintoma mais evidente,  30% dos pacientes diagnosticados com Parkinson não apresentam tremor, sendo a lentidão dos movimentos e a rigidez os sintomas mais claros nesses casos. Há também outros sintomas não motores, como a diminuição do olfato, distúrbios do sono, alteração do ritmo intestinal e depressão.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, geralmente feito por um médico neurologista com base na interpretação dos sintomas descritos. Exames como tomografia cerebral e ressonância magnética servem apenas para avaliação de outros diagnósticos diferenciais. O exame de tomografia computadorizada por emissão de fóton-único para quantificar a dopamina cerebral (SPECT-Scan) pode ser utilizado como uma ferramenta para o diagnóstico da doença.

Tratamento

A doença de Parkinson é tratada com medicamentos sintomáticos que repõem parcialmente a dopamina que está faltando, melhorando os sintomas.  Porém, ainda não existe uma fórmula que combata a degeneração de células nervosas que causam a doença.  

É altamente recomendado o tratamento com equipe multiprofissional, incluindo medicamentos, fisioterapia, fonoaudiologia, suporte psicológico e nutricional e atividade física com o intuito de melhorar a qualidade de vida do paciente, bem como eventuais intervenções cirúrgicas de acordo com o quadro apresentado.

A cura para o Parkinson ainda não foi alcançada, mas existem estudos em nível experimental sobre o tratamento com células tronco.

Teleassistência: A sua aliada no cuidado com o portador da doença de Parkinson 

Os sintomas da doença de Parkinson são potencialmente perigosos, especialmente entre os pacientes que vivem sozinhos ou realizam atividades rotineiras enquanto estão desacompanhados, como cozinhar ou mesmo se movimentar. Queimaduras e quedas são frequentes entre os portadores da doença.  Nesses casos, é possível contar com a tecnologia como sua aliada no cuidado com seu ente querido.  

A teleassistência, através de dispositivos e sensores, entre outros aparelhos, proporciona que o seu familiar seja monitorado em tempo integral, mesmo quando não houver ninguém por perto. Uma das soluções mais indicadas no caso dos pacientes de Parkinson é o botão de emergência, que permite que o próprio usuário solicite ajuda de forma rápida e fácil. 

Como funciona o botão de emergência? 

O botão de emergência para idosos é parte do serviço de monitoramento e assistência chamado Vidafone. O dispositivo, que funciona ligado à linha telefônica,  deve ser usado junto ao corpo, geralmente como pulseira ou pingente. Quando acionado, ele realiza automaticamente uma chamada de emergência  para uma Central de Atendimento 24 horas. Um atendente especializado irá atendê-lo e, conforme a gravidade da situação, agirá de acordo com o serviço contratado. 

Clique aqui e saiba mais sobre o Vidafone ou, se preferir, fale conosco através da nossa página de contato. 

 

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